Assaduras? Temos dicas!

Assaduras? Temos dicas!

Não precisa ser gorda para saber do que vamos falar. Basta ter pernas grossas para saber o incômodo que é ter as coxas roçando uma na outra e terminar o dia com assaduras. Coxas grossas são lindas <3, mas assaduras não. Além delas, pode acontecer também um escurecimento na parte interna das coxas próximo à virilha, o que também não é tão legal, né? Mas também não é o fim do mundo e tem solução.

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                                           Coxas livres! \o/

Pesquisamos algumas dicas para evitar assaduras e clarear a pele: 

1. Óleos

A dica principal é: usa algo que evite o atrito. A partir dela, podemos usar vários itens, e o óleo é um deles, pois forma uma camada de proteção. Você pode usar óleo corporal, óleo de girassol, protetor solar em óleo, entre outros. Marcas: Boticário, Natura, Jonhson & Jonhson.

2. Talcos

Seguindo a mesma regra dos óleos, os talcos também são uma boa opção, pois seca a pela e minimiza o atrito, entretanto não é tão durável e precisar sem reaplicado algumas vezes ao dia. A maizena que você tem na cozinha pode servir como talco, ou você pode comprar talco em creme. Marca: Granado.

3. Roupas para evitar o atrito

O atrito acontece principalmente quando usamos saias e vestidos, por isso, aconselhamos a usar por baixo dessas roupas, uma bermuda modeladora, um short fininho, meia feias, ou seja, uma peça de roupa que dificulte o contato e o atrito na parte interna das coxas.

4. Desodorante

Esta é uma alternativa mais prática e simples, pois é algo que a gente sempre tem em casa. Entretanto, o desodorante pode causar irritação e ressacar bastante a pele, então usem com cuidado. Pode ser aerosol ou em creme.

5. Pomadas

Além de evitar o atrito, e consequentemente as assaduras, esta opção também pode clarear a pele escurecida. Pomadas como Bepantol, Hipogloss, Nebacetin e a pasta d’água são as mais citadas.

6. Silicone para cabelos 

Parecido com os óleos, o silicone irá ter a mesma função de criar uma camada sob pele e proteger do atrito.

7. Vaselina

Uma das mais queridas, a vaselina pode ser encontrada em pasta ou em geleia e promete maravilhas.

ATENÇÃO: Realizamos este apanhando através da internet, em sites e grupos nas redes socais, e não testamos todas as dicas, por isso, levem em consideração questões como alergia e irritações que podem surgir. 

Contem pra gente as suas dicas e digam o que acharam destas que trouxemos. 😀

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Por que magrofobia não existe?

Por que magrofobia não existe?

Sempre que tentamos falar sobre gordofobia, seja na Internet ou fora dela, surge:

“Mas todo mundo sofre!” ou

“Eu sou magra e também sofro”

Quando alguém diz: mas eu sofro magrofobia!

Aí você, gorda, para, respira, e tenta não perder o controle, né? Mas por dentro pensa: “Como alguém ousa dizer que nesta sociedade, gordas e magras sofrem igualmente?!” Com uma visão mais otimista você sabe que se pararem cinco minutinhos logo irão perceber que não. Ser muito gordo (ou pouco também) e ser muito magro levam à pressões e opressões sim. Mas são bem diferentes, em forma, nível e intensidade.

Dentro desta sociedade machista em que somos socializadas, apenas o fato de ser mulher já nos imprime uma carga gigantesca de opressão. E se você é mulher gorda, aí isso só aumenta. Assim, mulheres gordas e magras comungam de uma mesma opressão: o machismo e a pressão estética que dele deriva. Até aí tudo ok. Até aí toda mulher é vítima de uma sociedade que determina como ela deve ser, e a qual padrão ela deve atender. E isso causa dor porque esses padrões são muitas vezes inalcançáveis, e nos leva a passar a vida numa tentativa frustada de conquistá-los.

Desde criança toda mulher é ensinada a se preocupar com o peso, a ser vaidosa, a viver numa batalha diária contra a balança. Até aqui magras e gordas são igualmente vítimas de pressão estética. É essa pressão/opressão que magras sofrem. E em momento nenhum colocamos em dúvida que isso gera sofrimentos e dores na autoestima e no dia a dia dessas mulheres. Mas, diferente do que alguns alegam, não existe um sistema estrutural e sistemática que mina essas pessoas em todas as esferas da sua vida social e profissional, lhes tirando direitos e oportunidades, e é por isso que podemos afirmar que MAGROFOBIA NÃO EXISTE.

Enquanto a gordofobia é uma opressão estrutural, como já falamos algumas vezes aqui, a pressão estética é um aspecto do machismo e de sua reverberação sob a vida das mulheres. Por isso, é triste quando gordas e magras entram numa competição para decidir quem sofre mais e quem merece mais atenção, enquanto poderíamos estar juntas lutando contra o mal maior e que nos oprime igualmente. Nós, gordas, sabemos o quão a gordofobia nos mata dia-a-dia e como temos que combatê-la: primeiro, de uma forma mais subjetiva, aceitando nossos corpos e reconstruindo diariamente nossa autoestima e segundo, confrontando os poderes públicos e a sociedade em geral em busca da garantia do nosso direito de existir e viver. Por isso existe esse movimento antigordofobia.

Entendido? Isso não é uma olimpíada do sofrimento. Quando você ouvir sobre gordofobia não diga que isso é mimimi e que a vida é assim, pois todo mundo sofro. Isso magoa, fere e atrapalha nossa vida. Tenta trabalhar a partir da perspectiva da Empatia, comece assistindo esse vídeo fofo e didático:

Magrafobia não existe, mas estamos aqui para todas as mulheres e pelo fim da gordofobia.

Texto complementar da Revista Capitolina: http://revistacapitolina.com.br/entendendo-diferenca-entre-pressao-estetica-e-gordofobia-sim-ela-existe/

Vídeo:

5 canais anti-gordofobia no Youtube

5 canais anti-gordofobia no Youtube

Nos últimos anos, a militância, nos mais diversos temas,  ganhou um novo ambiente de atuação, a nossa amada Internet <3. Nela, a comunicação pode ser estabelecida através de várias linguagens, como em texto, áudio, vídeo, imagens. E mais recentemente o vídeo vem ganhando muito espaço, por ser uma das linguagens mais atrativas e de simples compreensão, sendo o YouTube a plataforma mais utilizada. Aqui no As Gordas, apostamos no poder da escrita, mas em breve estaremos lá pelo Youtube também, inclusive já podem ir se inscrevendo no nosso  canal .

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Por isso, no texto de hoje resolvemos trazer uma lista de canais anti-gordofobia e sobre autoestima para vocês conhecerem. Bora lá?!   

Coletivo Gordas Livres

Gordas Livres é um coletivo online que vem fazendo pequenos trabalhos em prol dos indivíduos gordos englobando as necessidades emocionais, físicas, psicológicas e também estéticas. Com intuito de reverter a lipofobia internalizada (aspectos pessoais) e também a coletiva para indivíduos não gordos dispostos a impulsionar a imagem positivava do gordo na sociedade.

Canal: https://www.youtube.com/channel/UCdw6sVO6qXumcEXewF2HAPQ

GorDivah No Ar

Se você também não aguenta mais gordofobia, este é seu canal. Vídeos bem humorados sobre as delícias e agruras de ser uma gorda blogueira/vlogueira/modeloXXL/ace Gray A.

Canal: https://www.youtube.com/channel/UCPCAcThQid6Rz1V2hCuVyBA

Gorda e Zen

Blog pessoal, mantido pela Tatiana Vieira sobre aceitação e autoestima.

Canal: https://www.youtube.com/channel/UCGV29-MYMqY3WLNX2uRmNqw  

Gorda de Boa

Canal da Jéssica Tauane (Canal das Bee) que diz: tem gente que é magro de ruim… já eu sou uma gorda de boa.

Canal: https://www.youtube.com/channel/UCORzZlM_fWAuCFc_TjEv9wg

Ju Romano

E para aquelas mais ligadas em moda, a dica é o canal da Ju Romano. 😉

Canal: https://www.youtube.com/channel/UC98OXziBFGRga3tQgUCOgcw

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*As descrições foram retiradas dos próprios canais.

** Para conhecer as páginas no Facebook basta clicar nos nomes dos canais.

Mais uma vez: pelo fim da Gordice!

Mais uma vez: pelo fim da Gordice!

Diversos sites e blogs sobre gordofobia já falaram sobre isso, mas parece que não foi suficiente. Dando uma olhada rápida no instagram, logo somos expostas a diversas fotos de comidas com #gordice. Então, mais uma vez: parem de usar essa expressão! Mas por quê? Porque assim como “tuas nêga” é uma expressão racista, “gordice” e seus derivados é uma expressão gordofóbica.

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Busca no Instagram

Ao usá-la você reduz toda a diversidade da população gorda, ao ato de comer. Quer dizer que magro também não come?! Quer dizer que gordo só come brigadeiro e magro só come alface?! Gordo come sim! Mas gordo também trabalha, namora, pratica esportes, vai ao cinema, ou seja, faz tudo que todas as pessoas fazem. Então porquê associar a pessoa gorda apenas à comida? Vamos parar, né?

Com um olhar mais minucioso, a gente repara também que a maioria dessas publicações, vem (Ó PASMEM) de pessoas MAGRAS. Engraçado, né? Fica fácil então perceber que se nós, gordas, não usamos esta expressão é porque ela não é legal. Então, cabe a vocês que não são gordos, que não sofrem gordofobia, entenderem e pararem.

Sem falar que quando usada esta expressão é carregada de culpa e arrependimento, transformando o ato de comer em algo ruim e que vai te fazer virar a pior coisa que você poderia ser: UMA GORDA. Quando você posta a foto de um brigadeiro com #gordice, você para pra pensar naquela pessoa gorda com compulsão alimentar que não come 1, mas 10 brigadeiros em uma tarde? Se você se mostra culpada e arrependida por comer 1 brigadeiro, nós gordas que comemos 10, temos que fazer o quê? Desaparecer do planeta?! Utilizzando esta linguagem você só contribui para o aumento de transtornos alimentares, tanto em pessoas gordas, quanto em pessoas magras.

Além desta expressão está espalhada nos perfis pessoais nas redes sociais afora, é comum ver também marcas e a mídia fazer uso dela. O que torna a coisa bem pior, devido o alcance ser maior. Jornalistas e meios de comunicação que na teoria deveriam ser responsáveis por tornar o mundo menos ignorante e preconceituoso através da informação acabam reproduzindo termos sem a menor preocupação em problematizá-los e analisar suas consequências.

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Chamada do Portal G1

Então, fica aqui um pedido: da próxima vez que for postar foto com as amigas magras comendo hambúrguer com #gordice, pensa nisso, tá?!

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Imagem do site Beleza sem Tamanho
Me chame de gorda, obrigada.

Me chame de gorda, obrigada.

Nesta linda e maravilhosa sociedade na qual vivemos quando você passa de determinados números na balança, você começa a ganhar alguns adjetivos carinhosos e a ser identificada unicamente por uma caraterística física. Aquela gordinha, a cheinha, a fofinha, a fortinha, nunca A GORDA, porque a palavra gorda é muito pesada, é ofensa, é pejorativo, não pode. Mas olha só, deixa eu te contar que GORDA não é xingamento não (no caso, não deveria ser). É tão ridículo achar que uma característica física pode ser usada para diminuir e humilhar alguém. Em uma busca rápida no Google você tem acesso a listas e mais listas com diversos xingamentos que você pode usar contendo a palavra gorda. Pra quê isso?

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Por outro lado, criou-se uma ideia que usar diminutivos para fazer referência ao nosso corpo é algo carinhoso, respeitoso, mas isso só mostra o quanto você ainda é preconceituoso e gordofóbico. Porque pra você a palavra Gorda é carregada de significados ruins, logo não pode ser usada. Gorda é sinônimo de feia, de mal amada, de preguiçosa, de desleixada, logo, você não pode usar uma palavra tão horrível quanto essa com uma pessoa que você gosta. Mas eu também não lhe culpo não. Foi assim que a gente aprendeu a vida toda: não pode chamar de gorda porque magoa. Entretanto é sempre hora de desconstruir, reconstruir e ressignificar, né?

E não é fácil. Até encontrar o feminismo, eu ficava magoadíssima se me chamassem de fofinha, de cheinha ou de gorda. Pra mim era como se dissessem: você é horrível, desprezível, ninguém nunca vai gostar de você! Mas finalmente o dia de me aceitar chegou! Infelizmente ainda não chegou para todas nós, então vamos ter cuidado ao tentar insultar e resumir uma pessoa a uma característica da sua aparência.

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Imagem do site Grandes Mulheres

Por isso a gente tá aqui pra dizer que Gorda é linda, gorda pode, gorda arrasa! E no dia que a gente consegue dizer: PODE ME CHAMAR DE GORDA, a gente se livra de um peso enorme, e não to falando dos números na balança não.

Gordofobia na família

Gordofobia na família

“família é a unidade básica da sociedade, formada por indivíduos com ancestrais em comum ou ligados por laços afetivos.”

Quando se fala em família, a primeira coisa que vem à cabeça da maioria de nós é um grupo de pessoas que se ama, se respeita, ou seja, são os laços afetivos primários que temos e onde desfrutamos de um espaço de paz e aceitação. Mas nem sempre é assim. Principalmente quando você é gorda.

Quando você é gorda, ou engordou recentemente, em todo almoço de família você vai ter que estar pronta para:

“engordou, né?”

“mulher, não come isso que engorda?”

“já chegou nos 100 kgs?”

“você era tão bonita!”

“você não pensa em emagrecer, não?”

“valha! o que aconteceu com você?”

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E não para por aí. A maioria dos comentários são complementados por falsas preocupações com a sua saúde e bem estar. Mas por mais que tentem, a gente sente que no fundo existe aquele sorrizinho de quem sabe que está magoando alguém. Talvez alguns pensem de verdade que estão ajudando com esse tipo de comentário, talvez. Mas na verdade, esses comentários só conseguem fazer com que você não queira mais fazer parte desse grupo, não queira estar junto, estar perto, você só quer se distanciar mais e mais para não ter que passar  por isso. Falar que você engordou muito e ficaria mais bonita se emagrecesse não te incentiva a emagrecer (se for isso que você queira), pelo contrário, para quem tem compulsão alimentar, só te deixa mais ansiosa e você come ainda mais, ou ainda, na pior das hipóteses lhe causa um quadro de depressão. Então, tias, segurem as línguas. 😉

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Diante desses comentários, cada pessoa reage de um forma, alguns conseguem revidar e responder a inconveniência à altura, outros não conseguem passar do sorrizinho amarelo e engolir calados, outros ficam dias remoendo aquelas palavras, outros tentam ser didáticos e explicar que não existe nada demais em ser gordo. Mas todos tem uma coisa em comum, ninguém gosta. Ninguém gosta, não porque concorda que ser gordo realmente é a pior coisa do mundo, ou porque não se aceita e não se ama. Ninguém gosta porque para a sociedade, gordo é sinônimo de relaxado, asqueroso, nojento, preguiçoso, feio, mal amado, estorvo, doente e muito mais.

Entretanto, acredito que este não seja um defeito da instituição família, pois como está na definição acima, família é um grupo de indivíduos, e por mais que estes tenham ancestrais em comum, continuam sendo seres diferentes, que pensam e agem de formas distintas. Esses indivíduos, portanto, estão impregnados com a nossa cultura machista e gordofóbica que diz que o gordo é feio e indesejável.

Mas nós, As Gordas, também temos um comentário: PAREM DE GORDOFOBIA QUE TÁ FEIO! Obrigada.

Quando me percebi gorda

Quando me percebi gorda

Você não dorme e acorda e diz: pronto, agora sou gorda! Não é assim que funciona. Pelo menos comigo não foi assim. Os quilos foram chegando, os números na balança aumentando, mas eu não via diferença nenhuma em mim, nem quando olhava no espelho. Mas esse momento de se perceber enquanto uma mulher gorda uma hora chega. E ela não chega quando você engorda 20kg, ou quando aquela tia comenta: engordou, né?! ou quando você nota aquela papadinha nas fotos.

O processo de se entender como gorda é bem complexo e envolve dispositivos psicológicos elaborados até que se possa chegar ao ponto de conseguir dizer que é gorda. E por quê é tão difícil? Porque ninguém quer se identificar com um grupo que é marginalizado, preterido e inferiorizado pela sociedade. Por isso você precisa de alguns anos acumulando coragem para dizer: SIM, EU SOU GORDA! E não se sentir mal com isso.

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E eu só consegui reunir essas forças quando conheci o Feminismo. Quando o Movimento me mostrou que meu corpo também era lindo, que ele não era algo nojento como queriam que eu acreditasse. Quando conheci várias mulheres como eu, gordas, que são felizes, empoderadas, sensuais, inteligentes, bem sucedidas e que irradiam vida e bem estar. A partir daí eu pude me identificar com um grupo que ao invés de fazer eu me sentir feia, indesejada, inferior, fez eu me sentir linda, desejada, maravilhosa! Foi aí que eu me percebi GORDA e sem medo de assumir.

Se entender enquanto gorda não quer dizer que eu vá me entupir de porcarias, não vá me exercitar, vá apenas engordar mais e mais. Isso só quer dizer que eu me sinto bem com o meu corpo, que eu não choro com medo da solidão, que eu curto as minhas curvas, que eu me acho maravilhosa independente dos números na balança.